quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Naquele tempo, em Desatino do Sul...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Assim que escurecia, Apolo Onze se escondia em algum canto afastado e ficava lá sozinho, olhando a lua, tentando inventar motivo para querer.
É claro que todos os dias apareciam motivos, mas ele não via.
É o problema de quem pensa na frente.
Às vezes perde alguns agoras.
Que jeito?
Quando ia dormir, Apolo Onze ficava muito constrangido de deixar a lua lá no céu sem companhia. Todo mundo vivia tão distraído com a festa que não tinha tempo sequer de lembrar que ela existia.
"Em algum lugar, alguma pessoa sozinha talvez esteja também olhando para a lua", ele pensava. Mas não estava convencido disso.
- Boa-noite e boa sorte, Lua - dizia antes de pegar no sono.
E sempre acordava com aquela banda tocando.
E o pessoal todo dançando.
Ô pessoal animado.
E a festa ia fervendo.
E o tempo ia passando."

0 comentários: